O que é o Consciência Social?

É um blogue que convida todos à aberta discussão de temas relevantes para o desenvolvimento pessoal e de maior consciência social. Encontre temas ligados ao ambiente, práticas ecológicas, soluções de sustentabilidade, espiritualidade, iniciativas sociais e muitas novas ideias! Comenta! Partilha!

terça-feira, outubro 17, 2006

Integração: corpo, mente e fala


Um retiro é uma oportunidade de clarificar e aprofundar o que é realmente essencial para cada um de nós. Num retiro budista, tentamos criar as condições exteriores e interiores que nos permitem afastar-nos da agitação e dispersão da nossa rotina, de forma a podermos realmente descontrair e abrir. O ambiente envolvente, as práticas de harmonização corpo-mente, as refeições vegetarianas, o diálogo, o silêncio, reflectem esta procura de uma maior simplicidade e este processo de redescoberta de nós mesmos.

Com o desenrolar do retiro, atenuam-se as barreiras que separam o eu, o outro, o mundo. À medida que nos soltamos, a tranquilidade e a quietude dá lugar a mais disponibilidade, amplitude, alegria e mesmo gratidão. A tranquilidade faz emergir a apreciação pelas pequenas coisas e os gestos simples – os sons, os sabores, os cheiros, as sensações, o estar consigo, o estar com os outros.

Um retiro oferece a oportunidade de experienciar a vida de uma forma mais leve e receptiva. Ao estarmos mais atentos e conscientes de tudo, das nossas relações de interdependência com os outros, refinamos a nossa habilidade para nos ocuparmos de nós, dos outros e do mundo, com mais compaixão e sabedoria.

Os nossos retiros são abertos a qualquer um. Ou seja, não é preciso ser budista, nem sequer de ter a intenção de se tornar budista, para participar. Principiantes e praticantes com mais experiência são igualmente bem-vindos.

Próximo retiro:
Integração: corpo, mente e fala
Retiro com Sagarapriya – 11/12 de Novembro

Viver implica responder constantemente a estímulos, sejam eles vindos do exterior, através dos sentidos, ou do interior, através de pensamentos e memórias. Entre estímulo e resposta existe um espaço. Quando passa despercebido, perpetuam-se respostas de vida meramente reactivas e habituais. Quando notado, este espaço possibilita a liberdade de viver de forma criativa, instante a instante. Os três meios de resposta são o corpo, a fala e a mente. Neste retiro vamos investigar a relação entre estes três aspectos, com o propósito de compreender a forma como tecemos a nossa experiência de vida com os fios das respostas que damos. O programa inclui palestras, diálogo em grupo, meditação, yoga e tempo para simplesmente estar.
Mais informações no site da UBP.


4 comentários:

Daterra disse...

bastante interessante...

solquartocrescente disse...

abrandar os nossos ritmos, comungar com a natureza...
apreciar os sentidos, o mundo interior e exterior e sentir o amor...

solquartocrescente disse...

a única coisa que acho... ainda que goste muito das pessoas da união budista e das actividades cheias de espírito, é que os preços são um bocadito caros

não é por mim, mas por muitos amigos que conheço que infelizmente ainda não ganham e adorariam ir se pagassem até 50 euros

tentemos que esta mensagem chegue a muitas destas organizaçóes de louvar para que o seu serviço seja verdadeiramente altruísta e livre a todos que o desejem

Chumani disse...

como podes ver, o retiro será numa estalagem... acontece que a estalagem tem de se pagar... e o professor também precisa de comida no prato... é claro que atendemos sempre às "indisponibilidades financeiras", e há sempre gente que não paga as actividades que realizamos (embora tenhamos uma renda para pagar e a nossa senhoria não aceita retiros em troca); no caso dos retiros, pouco podemos reduzir, infelizmente, pois a maior parte do preço é para o alojamento e refeições - nos outros países os participantes que podem contribuir com mais, ajudam a pagar a parte dos que não podem contribuir, aqui, raramente alguém pensa em fazer isso (para não dizer ninguém)... acho sempre interessante que as pessoas achem que as actividades espirituais deveriam ser gratuitas - isso só é possível quando há uma instituição por trás, ou mesmo um governo, o que, convenhamos, não é o caso para o budismo em Portugal; não há outra hipótese senão serem as próprias pessoas interessadas a suportar as despesas de vinda de professores (para vir cá a sensei, temos de pagar o avião, todas as despesas com a vinda, dar-lhe uma oferenda, etc.) e contribuírem para a existência de centros. Para que a UBP exista, várias vezes paguei o aluguer da sala do meu bolso. E na verdade, se fores pensar que agora há iniciações ao reiki a mil euros (segundo me têm contado), e que de qualquer forma as mais baratas é pelos 200 euros) não sei por que achas que somos caros; e como te disse, nunca negamos a entrada a ninguém por motivos económicos. Outra ideia ainda, é que o que recebes tem um valor incomensurável. Contudo há pessoas pelos vistos com dinheiro para o cinema, o tabaco, jantar fora, muitas mais coisas, e resmungam ao pagar mais dez euros. Uma vez foi mesmo caricato - uma senhora pediu um desconto que fazíamos a quem se inscrevesse mais cedo - e desculpou-se de várias maneiras para ter o tal desconto - que eu não tinha problemas em fazer-lhe. Ela vinha de fora, e pediu-me conselho quando a dormir num hotel, dei-lhe a indicação de um relativamente barato. Resposta dela: ai, mas eu quero um com sauna e piscina! ;) Claro, isto é provavelemnte um extremo, mas acontece.

Há um texto interessante sobre a generosidade:
http://www.uniaobudistaporto.org/texto_dana.htm