O que é o Consciência Social?

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domingo, novembro 21, 2010

O Futuro da Humanidade?

Nada resolveu a crise económico-social de 2008. Os bancos continuam com problemas e o vários países na corda bamba do colapso. Primeiro a Islândia, seguiu-se a Grécia, agora fala-se da Irlanda e talvez de Portugal. Quem sabe seguir-se-á a Espanha, a Itália e a França. Se isto não é o fracasso da Europa eu não sei o que é.


Investiu-se tanto no Euro e que nos trouxe? Um aumento dos preços, os salários continuam baixos, e o desemprego continua a aumentar. Os governos são a nossa ilusão, como acreditar no Pai Natal: eles não fazem absolutamente nada para melhorar a situação e ainda nos colocam pacotes de austeridade em cima!

A vida torna-se mais complicada. Um em cada 4 jovens, está no desemprego, e isto inclui jovens formados, com mestrados e doutoramentos. Famílias com situação complicada. E o futuro parece ser ainda mais complicado.


Mudemos para outro tópico. Falemos das mudanças climáticas, outra preocupação. Os acordos para reduzir as emissões são outro fracasso. Ou não se chega a um acordo, ou as medidas nunca chegam a ser tomadas. Ignora-se o futuro.

Não há nada de acertado que os governos consigam fazer, pois vendem-se aos interesses económicos. Gastaram-se tantos milhões em coisas como bailouts aos bancos, guerras no Iraque, vacinas contra a gripe-A, estádios de futebol, e aceleradores de partículas. Não me oponho de maneira alguma ao desenvolvimento científico, mas em plena crise, gastarem-se biliões para estudar partículas, parece-me uma tremenda falta de bom senso económico.


Sabem o que eu acho que irá acontecer? O colapso gradual da Europa e quiçá da nossa civilização. Mais tarde ou mais cedo, os povos irão revoltar-se nas ruas, e se as mudanças climáticas ou outros problemas se somarem, isto vai tornar-se num futuro bastante complicado.

Parece-me que estámos num ponto crítico da nossa civilização, numa altura de enfrentarmos os problemas. Os problemas não vão desaparecer. São urgentes e são vários. Há que tomar medidas inteligentes e significativas. É preciso uma "revolução" na maneira de pensar e agir, de todo o povo, empresas e governantes, em todas as nações do mundo. Se não ocorrer, arriscamos-nos a um futuro sombrio.

Ou quiçá iremos enfrentar um misto de colapso, depressão económica e caos, e por outro lado, uma parte da população implementando medidas revolucionárias, por sua própria iniciativa, face à inércia dos governos. É quase impossível dizer como irá ser o futuro, mas podemos descobrir agora as soluções para estes vários problemas que já nos ocupam o quotidiano.

Ideias? Comentários? Iniciativas?

3 comentários:

Hélder A. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hélder A. disse...

Ha já alguns anos que digo que Portugal segue os mesmos passos que a Venezuela (o meu país) seguiu durante décadas, foram 50 anos de inércia, má governação, corrupção, indiferença para com os mais pobres, luxuria, gastos, ostentação, etc, etc, etc, o povo venezuelano ficou farto, saiu às ruas e a explosão social (1992) foi inevitável.... o país estava de rastos, sem prespectivas... Apareceu um homem (eu não partilho com algumas das suas ideias), um homem que pela 1ª vez trouxe o assunto "social" para a mesa, um homem que apesar de tudo reduziu a inflação de 120%/ano (1998) para 2009 25%/ano, um homem que reduziu a pobreza de 40% para 17% e a pobreza extrema de 20% para 7%, um homem que apesar da crise mundial mantem até hoje TODAS as ajudas sociais que prometeu, um homem que reduziu o desemprego para os actuais 7%, que acumulou reservas internacionais de quase 30 mil milhões de dólares nos cofres do Estado venezuelano, um homem que colocou a máquina agricola de novo a funcionar, que dos 140km de linha ferrea que foram construidas em 40 anos, em 10 anos construiu 5000 km e até 2015 pretende chegar aos 12 mil... etc, etc, etc, é radical... sim... é a parte que condeno.... mas devolveu a esperança a milhões de venezuelanos..... Será que tem de aparecer um Chávez em Portugal?

solquartocrescente disse...

Ola Hélder,

Obrigado pelo teu comentário e história da Venezuela.

Eu nunca fui à Venezuela, mas pelo menos partilho de várias das ideias que o Chavez diz defender. Ele é um presidente que não tem medo de seguir o seu próprio caminho, um caminho independente deste capitalismo insustentável, e ainda por cima chegou ao governo pelo voto democrático.