O que é o Consciência Social?

É um blogue que convida todos à aberta discussão de temas relevantes para o desenvolvimento pessoal e de maior consciência social. Encontre temas ligados ao ambiente, práticas ecológicas, soluções de sustentabilidade, espiritualidade, iniciativas sociais e muitas novas ideias! Comenta! Partilha!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Dr. Jekyl and Mr. Hide



Ao deparar-me com este clássico da literatura lembro-me sempre do medo que tenho de mim própria... Nunca sentiram uma aura sombria em torno da vossa cabeça que vai completamente contra a vossa natureza? Penso que quando nascemos temos o pacote todo d sentimentos desde medos até ódios profundos e violência. Não fazemos mt uso dela em geral e às vezes até as reprimimos...Guardamos para nós porque não as queremos mostrar. Mas quando as esquecemos estamos enganados se pensarmos que já desapareceram...elas têm de sair mais tarde ou mais cedo. É mais simples activar o obscuro do ser humano do que se pensa e não pensem k têm sempre controlo das vossas emoções, porque isso é ilusório. Não guardem raiva demais, pode mais tarde virar-se contra vocês.

3 comentários:

solquartocrescente disse...

Outro dia perguntei-me se podia atentar contra o meu destino, contra a minha alma.
Todo este lixo guardado cá dentro.

Tenho tanto medo do caldo explodir...
Se algo o acciona...

Mas o que podemos fazer?
Navegar na noite escura do ser e apaziguar o que há lá?
Esquecer tudo não parece boa opção!

Sinto sempre uma humildade extrema quando me ajoelho aos pés desta noite escura, ela é tão poderosa e manipuladora. Humilha-me com todas as suas lágrimas e medos...

Esta besta que nos arranha todos os dias à noite... será que podemos ser amigos dela?

Helder disse...

Entendo o que dizes kimera. penso que sinto o mesmo. durante anos (e ainda sinto) senti como um animal dentro de mim, de garras afiadas que se contorcia e me arranhava por dentro.

Ignorei-o. Não, era mais desprezo. Grande asneira. A besta cresceu, disforme, atacava-me por todos os lados. Eu conseguia até enganar os outros mas não me conseguia enganar a mim.

Então um dia explodiu. E foram os melhores e os piores tempos da minha vida. Nem dá para explicar. É como se houvesse quase alegria, um alívio, ao passar por toda aquela miséria, pois era um acordar, um lavar da alma. Aí fui feliz.

Depois tive medo outra vez, numa altura delicada, de tal maneira tinha sido o desabrochar. E então fechei-me em medos. A besta tomou outra forma. Lutei contra ela com todas as minhas forças durante meses. Quando perdi as forças reparei que a besta tinha acumulado todas as forças que gastei contra ela. Estava 1000 vezes mais forte. A metáfora agora era uma torrente. Um imenso oceano dentro de mim que tinha que sair. Mas não podia (nunca!) sair de uma vez só. Rebentaria comigo e com todos que estivessem em frente. Parecia que destruiria o próprio universo. Então lutei, já de outra maneira. Com todo o carinho, honestidade e humildade que conseguia arranjar. Até hoje, ainda aprendo a lidar com essas forças dentro de mim. Só há uma solução: seguir em frente, lutar, e encontrar-mo-nos. Expor-nos ao mundo é bom, aceitá-lo como é, experiencia-lo. Devagar. Percebermos como reagimos, o que nos faz feliz, o que nos repulsa...andar sempre em frente. Afinal, não há outra saída.

Helder disse...

Paulinho,

Já agora podias pôr o blog a ser possível pôr comments anónimos...

Obrigado :)